Iliteracia Financeira à Beira da Piscina
Há momentos na vida política local em que somos confrontados com ideias tão inovadoras, tão disruptivas, que obrigam a rever tudo o que julgávamos saber. A proposta do Chega em Vila Franca de Xira, essa brilhante defesa de usar capitais próprios em vez de recorrer a financiamento de longo prazo com juros baixos, é um desses momentos. Confesso: depois de a ouvir, fiquei com a sensação de que décadas de teoria financeira, prática de gestão e até o simples bom senso estavam profundamente equivocados. Afinal, quem precisa de otimizar recursos quando se pode simplesmente… gastá-los todos? A lógica é absolutamente desarmante na sua simplicidade: se temos dinheiro, usamos. Se podemos pedir emprestado barato, ignoramos. Porque, evidentemente, pagar juros baixos é um escândalo, já gastar milhões de euros de uma só vez, eliminando margem para outros investimentos, isso sim, é responsabilidade. É quase uma nova escola de pensamento. Podemos chamar-lhe “finanças por impulso” ou talvez “ges...